Segunda-feira, 26 de Março de 2012

Aprender francês ou espanhol

Diz o antigo ditado que todos os caminhos levam a Roma. Na verdade, durante muito tempo todos os caminhos eram de Roma, cortavam Roma, faziam parte de Roma. Afinal de contas, o Império Romano dominou grande parte do ocidente e do oriente. Na verdade, Roma ocupava a maior parte do mundo conhecido.

O Império Romano, como é de conhecimento geral, tinha como língua oficial o latim. Sendo a supressão das culturas dominadas parte fundamental da dominação (anexação ou integração ao império, chame como quiser) é normal que os romanos tenham inserido e espalhado o latim por todo o mundo conhecido.

Mas, as línguas, assim como os seus povos, não se mantêm puras em contato com outras (na verdade, línguas, assim como povos, nunca são concretamente puras, apenas abstratamente puras), então da cópula do latim vulgar (o latim falado) com os “dialetos” falados pelos   " "bárbaros"  locais nasceram as chamadas línguas neolatinas. Logo, o francês nasceu quando o galês se misturou ao latim e o português quando o dialeto lusitano se misturou ao latim (é claro, que as línguas sofreram influências posteriores, mas essa foi a receita básica).

A influência do latim sobre os francos, hispanos e lusitanos não teve fim com o Império Romano. Afinal, a principal força da época seguinte em tais regiões, a Igreja Católica, também adotou o latim (embora o mesmo já não fosse mais o latim “romano”, e sim o latim eclesiástico) como língua oficial. Seja em suas epístolas, em seus ritos ou em seu livro sagrado. A ideia de textos sagrados em línguas “bárbaras” só veio com Lutero e o protestantismo.

Como tais países (França, Portugal, Espanha) eram extremamente católicos, o latim continuou sendo ouvido e falado durante muito tempo. Além disso, o latim também foi (durante a renascença) a língua oficial da cultura, da ciência e das universidades (um resquício disso pode ser visto no nome científico dos animais dados pela biologia ainda hoje, todos em latim).

Toda essa influência durante todo esse tempo foi a principal razão da grande semelhança entre essas línguas (espanhol, português e francês), que hoje são conhecidas como línguas neolatinas.

Contudo, deve-se lembrar da influência dos “bárbaros” de cada região e da influência de outros povos nas terras em questão, francês não é português, português não é espanhol e espanhol não é francês. É por isso que você deve seguir com suas aulas de espanhol em Florianópolis ou com seu curso de Francês em Manaus. Já que por mais parecidas sejam entre si, uma irmã não é a outra e nenhuma das duas é a mãe.


publicado por ana às 22:03
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